EDUCAÇÃO, CULTURA E SABEDORIA








A cultura é importante, visto que é o primeiro passo que o sujeito dá em busca de uma nova dimensão para sua vida. Mas não é o mais importante. A educação sim, é fundamental. E esse formidável suporte para a integração social do indivíduo, a cada dia vai cedendo espaço para uma crescente falta de objetivos morais da humanidade.
A cultura, junto com a educação criam um terreno propício para que a sabedoria, que brota de dentro do indivíduo, possa frutificar
E a sabedoria, com certeza, é uma prerrogativa de poucos que se arriscam a pensar e formar ideias próprias. Da sabedoria surgem os sistemas filosóficos, as teorias transformadoras, o progresso, enfim.
Observe, porém, que todo pensamento novo causa medo; o medo de adentrar ao desconhecido. O homem não gosta de se sentir inseguro trilhando caminhos aos quais ele não consegue discernir muito bem; por isso é tão resistente às mudanças. E isso pode prejudicar, não apenas a ele próprio, mas a família, a sociedade e, por analogia, a humanidade.
Não digo que não houve progresso. É evidente que a humanidade progride enormemente dentro dos indicadores tecnológicos. O progresso pessoal, entretanto, está comprometido quando ligado ao enfrentamento de situações novas que podem, às vezes, despertar o medo e promover riscos de alguma espécie.
Os avanços éticos, morais e sociais de cada indivíduo implicam em determinados comportamentos que se dão através do afastamento progressivo de um estado mórbido de ignorância onde a maioria permanece mergulhada; trocando em miúdos, quando o homem, dentro do meio em que vive, sobrepuja seus medos e, por consequência, abre seus horizontes, a resistência em procurar entender as diferentes maneiras de viver, sem a constante paixão que colocamos em nossos atos ― fruto talvez do instinto ―, vai cedendo e torna o progresso muito mais fácil de ser alcançado.
Há algum tempo, eu assisti uma reportagem sobre um homem que, por ter seu veículo levemente abalroado por outro, lançou-se em perseguição desenfreada ao possível infrator alvejando-o com uma arma de fogo sem analisar culpas. Resultado: após atingir o filho do motorista do veículo perseguido, este parou para pedir clemência; e aí o truculento homem o abateu a tiros! Lamentável ato!
De que forma poderemos enxergar essa questão? Comportamento agressivo e típico de quem não aceita sugestões, por mais conciliadoras que se apresentem? Talvez essa seja a hipótese mais provável...
O que imaginamos é que, provavelmente, a educação deste homem, o assassino, prende-se a um passado de violência. Mas é lógico que ele, durante sua trajetória pela vida escutou, algumas vezes, ideias novas que defendiam a necessidade de cultivar o amor, o perdão, a justiça ou outras virtudes que demonstram o progresso do caráter moral da humanidade. Ele teve o poder de escolha, o livre-arbítrio para decidir entre sua educação primitiva que levava à agressão e uma conduta cristã dentro dos preceitos de perdoar ao próximo.
Por medo de ser chamado de fraco, ou por não ter tomado uma atitude drástica contra o motorista do carro que o atingiu ou por achar que o perdão é um comportamento, no mínimo, maricas ou, ainda mais, por resistência a uma mudança de postura, matou um pai de família! Deixou órfãos os filhos e a esposa viúva!
Violência por motivo fútil? Sim, mas é justamente isso o que mais se vê!
De qualquer forma é difícil reverter a situação; é preciso uma série de fatores que modifiquem profundamente esse quadro. O primeiro deles, conforme falei, é o educacional. E isso não se dá em curto prazo.
 Observe que a educação não é apenas fruto do comparecimento escolar. Ela é uma constante durante a vida inteira do indivíduo; é familiar, social, interior e individualizada, pois remete o homem a profundas transformações de seu caráter, como um ente gregário que vive rodeado de seus semelhantes.
A primeira célula social é a família... e ela se encontra, profundamente, cancerosa; a vida moderna desestruturou o núcleo familiar; não é mais ao redor da mesa, em comunhão, que a família se reúne: é em torno da televisão, com seus exemplos, nem sempre, éticos. São inúmeros os matizes apologéticos que sugerem ao telespectador quadros infelizes de separação, desobediência aos pais, violência, comportamentos antiéticos e antissociais, vilanias das quais o protagonista vilão acaba sempre enganando, fugindo ou se dando bem e impune; e muitas outras situações contrárias aos sãos princípios da moral e da razão.
Mas se alguém se insurgir contra essa “deseducação” progressiva que adentra aos lares durante o horário nobre quando a família deveria conversar entre si forjando o caráter individual de seus membros, sobretudo dos jovens, imediatamente ele será rotulado de preconceituoso; ou no mínimo de retrógrado, quadrado, senil, gagá ou outro epíteto que qualifique o ousado descontente de alguma coisa destoante do momento atual em que vivemos.
Por isso é fundamental que nós possamos rever, de uma maneira profunda, a forma de melhorar e promover a educação, principalmente da infância, adolescência e juventude, para que os jovens de hoje e futuros pais de família de amanhã, cultivem valores primordiais de disciplina, ética e moral para resgatarem os comportamentos exigidos por uma sociedade de bem.


MAÇONARIA E CIÊNCIA


FIAT LUX – FAÇA-SE A LUZ!
Disse Deus: Faça-se a luz; e a luz foi feita. E viu Deus que a luz era boa e fez a separação entre a luz e as trevas (gen.1-3,4).
Assim lemos o trecho simbólico de Gênese, dentro das Sagradas Escrituras. E desde este “Fiat Lux” estabeleceu-se uma grande separação entre as trevas da ignorância e a luz da sabedoria, representadas no mundo pelos dois polos que norteiam o ser humano na sua trajetória evolutiva.
A maçonaria, desde seus mais remotos tempos, através de seus conhecimentos e mistérios antigos, induz o homem a buscar, pesquisar e estudar, nas entrelinhas da natureza, na ciência oculta dos números, nos alfarrábios ancestrais dos velhos e sábios alquimistas, a investigar sempre a informação básica que a leve o mais próximo possível da verdade. E essa procura intensa vem se estendendo até os dias atuais.
Muitos adeptos que frequentaram seus templos, destacaram-se no campo investigatório ou criativo, como por exemplo, Isaac Newton, criador das três principais Leis da física, Leibnitz, que estabeleceu a teoria das mônadas e da harmonia pré-estável, Mozart, Beethoven, Wagner e Debussy, expoentes da música e muitos outros mais, que contribuíram com todas as ciências, como, geometria, matemática, física, química, música, literatura, retórica, pintura, filosofia, entre outras.
O estudo sistemático instala-se no aprendiz maçom pela comunicação contínua de instruções que visam fortalecer o conhecimento, e prosseguem através do companheiro e do mestre por toda a sua caminhada na senda esotérica, estendendo-se ainda pelos graus filosóficos em busca da plenitude maçônica, estabelecida pelas normas, regimentos e cláusulas pétreas da tradição ancestral.
Filósofos como Pitágoras, Heráclito, Demócrito, Thales de Mileto, Sócrates Platão, Aristóteles, ou os mais recentes como Descartes, Espinosa, Kant ou Schopenhauer, fazem parte da cultura transmitida dentro dos templos maçônicos.
Desta forma a maçonaria, além de moral e ética, é também investigativa e navega nos arcanos de sua tradição milenar. Suas lendas levam-na à construção do primeiro templo judeu, obra realizada por Salomão e que foi considerado nos documentos israelitas como a maior e mais bela obra da antiguidade. E então reveste-se da história antiga para explicar seus mistérios e sua síntese mística, elucidativa de épocas cujos registros se perderam no passado.
Durante a idade média, chamada a noite de mil anos, foi obrigada a manter-se oculta devido as frequentes perseguições conduzidas pelo clero intolerante, que condenava às fogueiras aqueles a quem chamava hereges. Por esse motivo tornou-se uma sociedade secreta e seus membros se reuniam em segredo, sendo proibida a divulgação de qualquer sinal que os identificasse ao mundo profano. Nesse período muitas histórias inverídicas foram atribuídas à Ordem, como o culto ao diabo e outras invencionices desse mesmo quilate.
Hoje seus templos têm orgulho de ostentar no frontispício o nome da Ordem e seus estatutos são registrados em cartório, possuem CNPJ e todos os requisitos para funcionamento civil; muitas lojas são reconhecidas como de utilidade pública municipal, estadual ou federal, a maçonaria congrega homens ilustres como professores, advogados, médicos, militares todas as profissões, enfim, além de homens públicos dos diversos escalões desde o mais humilde servidor até o presidente, não só no Brasil, mas em muitos países do globo. E, o mais importante, dentro do templo eles se consideram irmãos sem distinção de cor, classe ou posição social, credo, nacionalidade ou ideologia. Basta dizer que, até pouco tempo, o grão-mestre da Grande Loja de Israel era Palestino.
Fernando Gimeno



  Ser feliz é muito bom Quando fui solicitado para escrever sobre temas motivacionais, deparei-me com um dilema interessante. Muitas vezes e...